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Quando o céu é o limite!

Essa é uma história de muita superação, que eu adoro contar!

Quando eu entrei na Universidade Positivo, em 2007, comecei a dar aula no curso de Design Gráfico. Estava próximo de terminar o meu mestrado no design com foco em uma pesquisa de narrativas de jogos digitais, uma área que atuo profissionalmente desde 1999.

Nunca foi segredo para ninguém que eu entrei na coordenação do curso de Jogos Digitais da (então) Universidade Positivo caído de paraquedas. Eu estava passando em frente a uma das salas onde alguns cordenadores da universidade discutiam quem ia ficar com aquele curso, pois ninguém queria. Eu parei para dar bom dia para eles e, nesse momento, todos me olharam e, pausa dramática, virei coordenador do curso.

Nada disso é verdade, mas eu gosto de contar essa história “não verídica” porque a verdade não tem metade dessa graça. A verdade é que fizeram uma pesquisa de mercado sobre novos cursos que teriam muitos alunos, mas ninguém entendia nada de Jogos Digitais. Eu era a pessoa certa no local correto, apenas isso. Sorte!

Enfim, apesar de começarmos o curso em 2009 com mais de 70 alunos em sala, o curso era visto por todos mais como um passatempo para aquela garotada, do que como uma profissão sólida de mercado. Lembro de um dos nossos diretores falar com todas as letras, olhando nos meus olhos, que aquele curso iria durar 2 anos e formar “umas duas turmas”, depois fecharíamos para dar espaço para outros.

Isso era terrível para os alunos, para os professores e para mim, inclusive!

Vivíamos uma enorme crise de autoestima naquele momento, todos nos olhavam sem seriedade. Aquilo era de um jeito tão intenso que influenciava na percepção negativa de tudo, e tudo parecia muito ruim (salas de aula, laboratório, professores, instalações, etc…). Nesse momento, assumi o papel de líder daquele grupo.

Trouxemos para os professores técnicas de gestão esportiva e um pouco de gestão administrativa. Depois de um grande ciclo de estudo, brainstorms, mapas mentais e afins, estabelecemos uma missão para o curso, um objetivo e metas intermediárias quantificáveis (milestones).

Uma das ideias mais “loucas” que surgiram foi participar de um campeonato mundial, dentro do meio acadêmico focado em inovação. Não apenas em ideias inovadoras, mas em projetos iniciados por alunos. Esse campeonato chamava-se Imagine Cup e era promovido por Microsoft internacional. E como todo campeonato, esse era composto por uma série de etapas classificatórias regionais, nacionais e internacionais.

Fizemos um planejamento detalhado e estabelecemos a meta de chegarmos nas regionais em 1 ano e na nacional em 2. Depois fizemos o gatilho de, se alcançássemos a meta nacional em 2 anos, planejaríamos a participação na classificatória internacional.

Nosso planejamento foi extraordinário, mas, melhor que ele foi a execução! Em 3 meses tínhamos um grupo de alunos prontos para participar. Escalamos um professor (o Rafael Salles) fora de série para coordenar o time e, em 6 meses, fomos escolhidos os representantes brasileiros para a final de 2011 em Nova Iorque.

Quando eu dei por mim, estávamos no Lincoln Center, no meio da “cidade que nunca dorme” ganhando o 1º lugar do maior campeonato internacional de inovação do mundo! Ganhamos dos americanos, dos franceses, dos coreanos, dos egípcios, dos ingleses, dos alemães, dos japoneses e dos chineses!

Éramos os melhores do mundo! A Universidade Positivo tinha o melhor time de inovação formado por alunos de todo o mundo!

Depois disso, muita coisa aconteceu, ainda falaremos sobre isso…

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